Modelo de gestão por intermediação segue até 2027 e exige maior transparência sobre uso de recursos públicos
A Prefeitura de Miranda prorrogou por mais um ano o contrato com a empresa Pantanal Gestão e Tecnologia LTDA, responsável por administrar um sistema que intermedia a compra de materiais utilizados em obras públicas. A decisão mantém o modelo até março de 2027 e levanta questionamentos sobre custos e transparência.
Embora apresentado como solução moderna de gestão, o sistema terceirizado vai além do controle digital e atua diretamente na intermediação das compras de insumos como cimento, materiais elétricos, ferramentas e equipamentos.
Esse modelo, já adotado em outros municípios, costuma gerar debates por envolver possíveis taxas e aumento indireto de custos, além da necessidade de fiscalização constante.
O contrato foi firmado por meio de adesão a uma ata de registro de preços de um consórcio em Minas Gerais — prática conhecida como “carona”, que permite utilizar licitações de outros órgãos públicos.
Apesar de legal, especialistas alertam que esse mecanismo pode trazer riscos, especialmente quando não há compatibilidade com a realidade local ou análise detalhada dos preços praticados.
Outro ponto que chama atenção é a falta de clareza sobre o custo real da intermediação. A ausência de informações detalhadas pode dificultar o acompanhamento dos gastos públicos.
A prorrogação do contrato mantém todas as demais cláusulas inalteradas, estendendo apenas o prazo de vigência até 18 de março de 2027.
Intermediação exige fiscalização rigorosa
Com a continuidade do contrato, cresce a importância do acompanhamento por parte da Câmara Municipal, órgãos de controle e da população, para garantir que o modelo traga eficiência e não represente apenas mais um custo à administração pública.









